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Hortícolas consolidam exportações

No último ano, as exportações de hortícolas aumentaram 80%, garantiu Lino Santos, administrador da empresa "Primores do Oeste". “Com a introdução dos leilões, há três anos, as exportações dispararam para 400%”, adiantou o empresário agrícola, que recebeu o ministro da Agricultura Jaime Silva.

Este ano a Primores do Oeste prepara mais cem hectares de área coberta de estufas e de “luta biológica”, para melhor entrar nos mercados do norte da Europa, como o alemão e o inglês, depois de já ter conquistado o mercado espanhol, e exportar também para França e Itália.

A "Primores do Oeste" é uma "Organização de Produtores – OP", que reúne mais de centena e meia de associados que fazem horticultura coberta e a descoberto.

Nos leilões participam portugueses, espanhóis e franceses. “Quando eles não compram compro eu e exporto para outros países ou coloco nos mercados nacionais”, explicou Lino Santos.

Com uma facturação de 17 milhões de euros no ano passado, a Primores do Oeste conta atingir “o dobro de facturação”, este ano. “A empresa está a crescer muito, porque os associados de outras empresas estão a passar para nossos associados, porque são assessorados e majorados de outra forma”, explicou o empresário agrícola.


 

Ministro prometeu ajuda

O ministro Jaime Silva admitiu criar um PIN- Projecto de Interesse Nacional, para os hortícolas do concelho de Torres Vedras, respondendo de forma positiva à solicitação dos agricultores em apoio ao projecto de co-geração que visa permitir produzir o ano inteiro.

Por outro lado o governante prometeu tentar encontrar uma solução, com o Ministério da Administração Interna, para legalizar os trabalhadores agrícolas. Lino Santos sublinhou, perante o ministro Jaime Silva, que os agricultores “precisam de trabalhar e não querem ser perseguidos por terem imigrantes, quando estão a contribuir para a riqueza nacional e precisam de mão-de-obra”.

A empresa dá trabalho a uma centena de pessoas nesta época baixa, entre 15 de Dezembro e 15 de Abril, mas a partir de Abril aumenta para 400 o número de postos de trabalho. Lino Santos quer ter o pessoal todo legalizado e fez questão de pedir ao ministro da Agricultura, para encontrar uma solução para o problema, de modo a legalizar a mão-de-obra imigrante necessária à agricultura, à semelhança do que já se faz em Espanha, com contratos temporários. O objectivo da empresa é mesmo o de conseguir produzir durante todo o ciclo, ou seja, durante os doze meses do ano, de modo a minorar as importações nesta época do ano.

 


Autor: Oeste Online
Data: 2008-02-12
Fonte: Oeste Online



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