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A Galp fez uma central elétrica para um produtor agrícola. No campo, o cocktail é churrasco!

Galp e Primores do Oeste, que produz tomate ou morangos em Torres Vedras, investiram 12 milhões em central que permite duplicar produção.

Um cocktail no campo não é feito de canapés de camarão nem de mini croquetes ou empadinhas de galinha. No campo, há porco assado no espeto talhado e servido ainda a fumegar. Há chouriço e pão caseiro, salada de ovas e uma mesa de doces digna de um casamento. Foi assim, esta tarde, na inauguração de uma nova central de cogeração a gás natural que a Galp construiu para a Primores do Oeste, uma associação de 80 agricultores de Torres Vedras.

As duas empresas investiram 12 milhões de euros, sendo que o maior esforço financeiro foi da Galp, que além de ficar a gerir a operação, aplicou 8,5 milhões de euros nesta central que produz eletricidade, vapor de água e CO2, adiantou o presidente da empresa, Manuel Ferreira de Oliveira.

Os restantes 3,5 milhões de euros foram investidos pela Primores do Oeste que ficou encarregue da construção de 380 quilómetros de tubos enterrados. Estes levam o vapor e o CO2 produzido na central aos 25 hectares de novas estufas onde se produz principalmente tomate mas também pimento, pepino ou morangos, explicou o presidente da Primores, Lino Santos.

Contudo, apesar do investimento não ser equilibrado, as duas empresas ficam a ganhar com este projeto.

A Galp, explica Ferreira de Oliveira, assegura mais um cliente de gás natural e ainda vende à rede nacional a eletricidade produzida na central durante um período de 10 anos, dinheiro com o qual irá pagar o investimento realizado na construção.

Já a Primores do Oeste garante vapor de água e CO2 necessários para o crescimento das plantas, o que lhes permite passar a produção de 25 para 50 quilos por metro quadrado e ainda estar a produzir o ano todo.

Este é, aliás, o objetivo de Lino Santos. "Temos de ter capacidade de produzir em contraciclo, ou seja, estar a produzir o ano todo o que nos permite encher o mercado nacional e ainda ter excesso de produção para exportar", disse à margem da inauguração do projeto.

Hoje, a Primores do Oeste exporta 25% da sua produção total de 35 milhões de quilos para mercados como a Rússia, Polónia e Itália, sendo a Jerónimo Martins a sua principal cliente, mais precisamente o Pingo Doce em Portugal e a Biedronka na Polónia.

É por isso que os projetos da Primores do Oeste são mais ambiciosos e Lino Santos quer mesmo atingir exportações de 60%.

A organização de produtores quer avançar para a construção de mais seis centrais de cogeração que alimentarão um total de 250 hectares de terreno, dos quais 150 serão cobertos, ou seja, em estufas totalmente modernizadas como as que já existem hoje. Estes hectares todos não ficariam a ser geridos directamente pela Primores. O objetivo é criar 30 unidades de produção independentes e com isso criar mil postos de trabalho.

Lino Santos diz, contudo, que é ainda cedo para falar de investimentos porque o projeto depende dos fundos que estiverem disponíveis no próximo Quadro Comunitário de Apoio (QCA). E o mesmo considera o CEO da Galp. "Se o projecto avançar, aqui estaremos para o analisar", reparou.

No total, desde que foi criada a Primores do Oeste, em 2006/2007, já foram investidos 40 milhões de euros em armazéns e estufas, adiantou Lino Santos, acrescentando ainda que estão a faturar cerca 15 milhões de euros por ano.


Autor: Dinheiro Vivo
Data: 2013-06-13
Fonte: Dinheiro Vivo



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