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Galp e Primores investem 12 milhões em cogeração

Projecto tem como alvo um dos maiores complexos hortícolas do país.

A Galp e a Primores do Oeste, uma organização de produtores da região de Torres Vedras, investiram cerca de 12 milhões de euros na construção de uma central de cogeração, uma infra-estrutura que permitirá melhorar a performance energética e ambiental do complexo hortícola. 

Do montante injectado no projecto, apontado como um dos maiores produtores nacionais de tomate, a petrolífera liderada por Ferreira de Oliveira, a quem cabe a gestão da central, é responsável por 8,5 milhões de euros.

Abrangendo uma área de 25 hectares de plantação, a central de cogeração, que funciona a gás natural, será responsável pelo fornecimento de calor e CO2 ás estufas, factores essenciais de estímulo ao crescimento dos produtos hortícolas. A electricidade produzida pela central de cogeração será vendida à rede eléctrica nacional.

Este promete, no entanto, não ser um projecto isolado. A Primores do Oeste tem na forja um mega-investimento na área agrícola, num terreno contíguo à actual exploração, o qual aguarda a definição da futura estrutura de apoio do novo Quadro Comunitário de Apoio.

Em causa estão 250 hectares de terreno e uma área coberta de 150 hectares, envolvendo a criação de 30 unidade de produção hortícola. Esta infra-estrutura permitirá ainda empregar cerca de mil pessoas, exigindo a instalação de seis centrais de cogeração.

"Se o projecto avançar, aqui estaremos para o analisar", afirmou Ferreira de Oliveira à margem da inauguração desta nova central.

A Primores do Oeste, que tem como principais clientes a cadeia de supermercados Pingo Doce e a polaca Biedronka, ambas do grupo Jerónimo Martins, regista anualmente um volume de negócios de cerca 15 milhões de euros, revelou o seu presidente Lino Santos, sublinhando que desde 2006, data em que foi criada já investiu mais de 40 milhões de euros neste complexo hortícola.

Actualmente 25% da sua produção é canalizada para exportação, tendo como principais destino a Rússia, Polónia e Itália. A ministra do Ambiente, Assunção Cristas, afirmou durante o evento que este modelo de negócio - organização de produtores - será privilegiado no âmbito do próximo Quadro Comunitário de Apoio.

"Precisamos de aumentar a produção e concentrar a oferta de produtos agrícolas. É a melhor forma de lidar com a grande distribuição", sublinhou a governante, destacando que Portugal tem uma média de concentração da oferta de 18%, contra uma média europeia de 43%.


Autor: Ana Maria Gonçalves
Data: 2013-06-12
Fonte: Económico



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